quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Secreção de leite na ausência de gravidez ou pós parto


A secreção de leite na ausência de estado gravídico pueperal recente é denominada galactorreia. Trata-se de um sintoma que acomete cerca de 20% das mulheres em alguma fase da sua vida.
As causas fisiológicas são estimulação mamária, estresse, sono, exercício físico e alimentação .
Alguns medicamentos podem provocar a galactorréia- geralmente medicamentos para naúses como Plasil, e outros como: Metildopa; Haloperidol; Depakene; muitos tipos de antidepressivos e ansiolíticos ( Alprazolam, Buspirona, ISRS, Sulpirida, Fluoxetina, Paroxetina, Sertralina) e também: Verapamil; Ranitidina; Cimetidina; Estrogênio em altas doses; Anfetaminas e algumas ervas medicinais como trevo vermelho e red rasberry.
Numa consulta medica, deverá ser descartado certas doenças como hipotireoidismo, doenças auto imunes e tumores produtores de prolactina.



























segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vacinas contra o câncer do colo uterino: uma boa notícia




Hoje vamos conversar sobre o câncer do colo uterino, um sério problema no Brasil pois, é o segundo tipo de câncer mais prevalente entre as mulheres no território nacional.

A infecção pelo HPV é o principal fator de risco desta doença. Existem mais de 60 tipos deste vírus , os mais temidos são os tipos 16,18,45 e 31.

Uma boa notícia é que os cientistas elaboraram uma partícula semelhante ao vírus (VLP) isolando segmentos externos da sua molécula, a qual injetada no ser humano propicia a formação de altos níveis de anticorpos com a capacidade de neutralizar a penetração deste vírus nas células, definindo a vacina profilática contra aqueles tipos virais citados.

Características das vacinas aprovadas pela ANVISA

Existem duas vacinas aprovadas pelos órgãos regulatórios, com as seguintes especificções no Brasil ( http://www.anvisa.org.br/):

- Vacina contra HPV oncogênicos tipos 16 e 18 ( Glaxo SmithKline -GSK)
Faixa etária = 10 a 25 anos
3 doses ( 0-1-6 meses)

- Vacina quadrivalente recombinante contra HPV tipos 6,11,16 e 18 ( Merck Sharp Dohme -MSD)
Faixa etária = 9 a 26 meses
3 doses (0-2-6 meses)

Aspectos Importantes da vacinação contra o HPV:

Embora estas vacinas sejam muito eficazes , não incluem todos os tipos de vírus associados ao câncer cervical. Dessa forma, oferecem proteção parcial. Portanto, é fundamental a realização do exame de papanicolau periodicamente, mesmo nas mulheres vacinadas.
Estas vacinas são profiláticas ou seja, não são indicadas para o tratamento de lesões ou infecções pelo HPV.
Não há nenhum risco de adquirir a infecção pelo HPV via vacinação.

Esta vacina não previne nenhuma DST (doença sexualmente transmissível). Por isso o uso de camisinha é tão importante.
A recomendação é iniciar este esquema de vacinação antes do início da atividade sexual.
É contra indicada na gestação.
Não é contra indicada em mulheres que já iniciaram a atividade sexual. Apesar de ter menor eficácia, podem ser vacinadas mulheres até os 55a. Parece que não há nenhum efeito nocivo em tomar a vacina após ter adquirido a doença, ela pode estimilar sua imunidade.









segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Dismenorréia

O termo refere-se a menstruação difícil, dolorosa.

Pode ocorrer na ausência de lesão orgânica, sem uma causa definida ou, em certas doenças como: endometriose; leiomioma (mioma); doença inflamatória pélvica etc.

As contrações uterinas anormais levam a falta de oxigênação nos tecidos provocando a dor típica de cólica menstrual.

Para a prevenção deste tipo de cólica é indicado realizar atividade física freqüente e também evitar alimentos estimulantes como chocolate; café e refrigerantes em geral. Para a crise dolorosa indicamos repouso, calor local e medicamentos para dor.

Outros métodos incluem o uso de anticoncepcionais; vitamina B6 ou DIU com levonorgestrel.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Pílulas Anticoncepcionais - aquela que serve para sua vizinha nem sempre é a melhor para você!



A pílula é o método anticoncepcional reversível mais utilizado em nosso país. Os mais eficazes contém dois hormônios sintéticos: o estrogênio e a progesterona - parecidos com aqueles produzidos pelos ovários da mulher.

O mecanismo de ação destas substâncias consiste em inibir a ovulação e tornar o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozóides.

Não é um método 100% eficaz e nem previne contra as doenças sexualmente transmissíveis.O índice de falha é 1 mulher grávida em cada 1000 mulheres no primeiro ano de uso.

Em relação aos tipos e a composição, o estrogênio usado é sempre o mesmo, o etinilestradiol (EE) numa dose entre 15 a 35 mcg. Associado ao EE temos diferentes tipos de progesterona. Também existem no mercado pílulas só com progesterona , estas são usadas de modo contínuo e não há menstruação. Cada tipo de progesterona tem um efeito adicional próprio e portanto, sua escolha deverá ser individualizada para cada mulher.

EE+ levonorgestrel: Microvlar; Ciclo 21; Level - aqui o progestágeno tem ação androgênica e pode causar acne; oleosidade da pele; excesso de pêlos devendo ser evitadas nas mulheres com estas características por outro lado, não há alteração da libido e raramente apresenta escape como efeito colateral.

EE+ desogestrel: Mercilom; Mercilom Conti; Gracial; Femina; Primera 20 e 30- Controla o peso e tem boa ação na pele.

EE+ Acetato de Ciproterona: Diane; Diclin; Selene; Artemidis- tem ação antiandrogênica mais potente ( melhora acne, oleosidade da pele e dos cabelos) mas pode levar a diminuição da libido. Geralmente são bem utilizados na Síndrome dos Ovários Policísticos.

EE+Drospirenona: Yaz; Yasmim; Elani ciclo- tem ação antiandrogênica e diurética sendo bem indicado nos casos de retenção de líquido.

EE+ Clormadinona- Belara: não altera a libido.

EE+ Gestodeno: Tamisa 20; Tamisa 30;Diminut; Ginesse; Gynera;Mirelle- regulam também a oleosidades da pele.


Pílulas com levonorgestrel- Cerazette; kelly; Micronor- devem ser usadas de modo contínuo sendo bem indicada para mulheres que sofrem com varizes.

Hoje os efeitos colaterias mais temidos como hipertensão e disturbios de coagulação são atenuados pelo uso da menor dose de estrogênio nos medicamentos.

As indicações de cada tipo de anticoncepcional devem atender as necessidades de cada pessoa, em cada fase de sua vida levando em conta seu quadro clínico.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

câncer de mama



Nunca se falou tanto de câncer como agora. Antes as pessoas temiam a hanseníase, a tuberculose..com a melhora do diagnóstico e tratamento destas enfermidades, hoje uma das doenças mais temidas, no contexto feminino, é o câncer de mama.
Já sabemos que os principais fatores de risco são:
A Idade: a incidência é maior após os 40 anos.
A história familiar: tanto do lado materno ou paterno, sendo mais significativa nos parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha). Nestes casos, as pacientes costumam ser mais jovens na época do diagnóstico.
Câncer de mama anterior
Algumas doenças benignas da mama
Fatores endócrinos: a idade da primeira menstruação; a menopausa; o número de filhos; a idade na primeira gravidez são fatores de risco relevantes.
Fatores ambientais: a incidência é maior nas nações industrializados como Europa e EUA.
Dieta: a dieta rica em gorduras, hipercalórica e o aumento de peso.
O álcool e o tabaco também podem exercer uma ação carcinogênica.
Podemos evitar alguns fatores de risco mas, não todos.
Em relação aos fatores de risco evitáveis, sabemos que uma dieta rica em alimentos anti oxidantes, reduz o dano celular minimizando a incidência destas doenças.
Alguns alimentos recomendados:
Peixes: atum; salmão; sardinha.
Carnes e ovos orgânicos.
Iogurtes contendo lactobacilus bifidus.
Frutas.
Leguminosas: couve flor; cenoura; brócolis; beterraba; espinafre; abóbora; tomate etc.
Gorduras: azeite de oliva; óleo de linhaça.
Cereais: pães multigrãos; arroz integral; quinoa; aveia; linhaça; centeio; cevada; leguminosas ( feijão, ervilha, grão de bico).
Nozes; avelãs; castanhas
Chocolate amargo
Vinho tinto; água filtrada; chá verde.
Infelizmente, nem todos os fatores são evitáveis e a doença pode se manifestar de uma hora para outra, sem nenhuma causa aparente.
Portanto, é de extrema importância a detecção precoce da doença. No estágio inicial, o tratamento é mais tranquilo e os resultados são melhores, sendo maior a chance de cura.
O auto exame das mamas e o exame clínico podem ajudar . Mas a Mamografia é o exame mais sensível para detecção da doença em estágios iniciais, passíveis de tratamento.
A Recomendação básica para realização da Mamografia, 1x por ano : a partir dos 40 anos ou nos casos com fatores de risco, a partir dos 35 anos na ausência de alterações ao exame físico.
O exame clínico das mamas deve ser realizado durante as consultas clínicas independente da idade da mulher. A necessidade da realização de outro exame complementar deverá ser avaliada pelo ginecologista.























sexta-feira, 26 de março de 2010

Higiene Íntima Feminina

Este é um assunto importante e fundamental para a saúde das mulheres.
Foi extraído do guia prático de condutas sobre higiene genital feminina da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
A idéia foi colocá-lo neste Blog de forma prática e acessível.

-A higiene genital não tem a finalidade de esterilizar a região que é normalmente colonizada por bactérias, mas sim remover resíduos e o excesso de gordura.

-Secar a região é fundamental para não aumentar a proliferação de microorganismos.

-A hidratação da pele após a higienização é desejável.

-O uso de roupas naturais ( não sintéticas) que favoreçam a ventilação local é recomendável.

-A depilação da área genitoanal poderá ser feita mas, deverá respeitar a sensibilidade individual de cada mulher. A frequência deverá ser a menor possível, contudo a extensão da área depilada dependerá do gosto da mulher, uma vez que o excesso de pelos pode contribuir para o acúmulo de resíduos e secreções. Após a depilação, o uso de substâncias calmantes ( água boricada e soluções de camomila) podem ajudar. As peles ressecadas deverão ser hidratadas assim como se faz com as demais áreas do corpo ( usar hidratante não oleosos abrangendo apenas as regiões de pele, evitando a mucosa ( compartimento interno) .

- O uso de absorventes externos ( com película plástica) deve ser evitado fora do período menstrual.

- Após lavagem, enxaguar bastante as roupas íntimas para retirada de resíduos químicos.

-Trocar as roupas íntimas ao menos uma vez ao dia.

-Dormir, quando possível, sem calcinha ou com roupas largas para aumentar a ventilação dos genitais.

Recomendações especiais:

Após o ato sexual, lavar área genital com água e produto de higiene íntima. Não fazer uso de duchas vaginais sem indicação médica.

Período peri e menstrual:Nesta fase o hábito da higiene deverá ser feito com menor intervalo, para aumentar a remoção mecânica dos resíduos e melhorar a ventilação genital reduzindo a umidade prolongada. Substâncias levemente ácidas favorecem manter o ph adequado da região genital.

Pós Atividade Física: fazer a higiene dos genitais, logo após o término das atividades físicas para evitar que o suor e outras secreções irritem a pele da vulva.

Vulvovaginites/Irritações da região vulvar : neste caso, as mulheres devem procurar tratamentos específicos com seus ginecologistas. A higiene genital pode ser uma necessidade paliativa, mas não deve ser encarada como tratamento.

Pós Depilação: recomenda-se o uso de substâncias antissépticas e anti-inflamatórias naturais como água boricada ou infusões de camomila nas primeiras 24 horas.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Prisioneira do intestino - a constipação intestinal na mulher





A constipação ou obstipação intestinal é um sintoma de mau funcionamento do sistema digestivo. Seu mecanismo é consequência de um trânsito intestinal lento ou dificuldade de saída das fezes. Esta disfunção acomete 30% da população ocidental sendo 3x mais prevalente nas mulheres do que nos homens. Também é comum entre os idosos.
Como ginecologista, tenho observado que se trata de uma causa comum de dor abdominal e desconforto durante a relação sexual.
O popular " intestino preso" costuma ser o resultado de hábitos alimentares e comportamentais inadequados tais como : o consumo insuficiente de fibras e líquidos; sedentarismo; dietas restritivas; o uso de certos medicamentos ou ainda, ser o resultado de certas doenças digestivas ( por exemplo - câncer de cólon ), metabólicas (diabetes, hipotireoidismo etc), neurológicas (miopatias e outras) ou psiquiátricas.
Para o diagnóstico deste problema é necessário preencher pelo menos dois dos seguintes critérios:
- Esforço para evacuar em mais de 25% das vezes
- Fezes endurecidas
- Sensação de evacuação incompleta
-Menos de 3 evacuações por semanas
-Estímulo evacuatório improdutivo, sem eliminação de fezes

Dentre os exames, podem ajudar no diagnóstico : hemograma; proteínas totais e frações; TSH; glicemia; cálcio ; pesquisa de sangue oculto nas fezes (indicado nos casos de sinais de alerta em indivíduos com mais de 50 anos ou história familiar de câncer de cólon); colonoscopia e outros.
Sinais de alerta para câncer de cólon : febre; perda de peso; sangue em mistura com fezes.

O tratamento mais eficaz é baseado nas mudanças comportamentais:
1) Dieta rica em fibras - vale a pena trocar os produtos elaborados com farinha refinada por produtos integrais ( pães e cereais), substituir os sucos artificiais por sucos de frutas naturais e parte das carnes ( como fonte de proteínas) por legumes.
Os probióticos presentes nos latícinios também melhoram a motricidade intestinal.
Abaixo acrescento uma tabela com a composição de fibras dos principais alimentos.
2)Ingestão abundante de líquidos
É recomendado cerca de 1500 ml/ dia ou 6 a 8 copos de água por dia.
3) Atividade física

4) Reeducação de hábitos
É importante o recondicionamento do reflexo evacuatório, ou seja, não negligenciar o reflexo/ estímulo evacuatório.

Tratamento medicamentoso
Este tratamento deverá ser individualizado pelo seu médico . Neste post, os principais medicamentos são citados de acordo com sua forma de ação. Nenhum deve ter uso prolongado.

1) Medicamentos incrementadores do bolo fecal - são as fibras alimentares, estas retem água, aumentando o volume fecal e assim, falicilam a evacuação. Devem ser usadas com líquidos.
Exemplos: Agar-agar; Biofiber; Metamucil; Muvinor; Plantaben; Plantax etc.

2) Lubrificantes - são substâncias oleosas naõ digeridas pelas enzimas humanas que facilitam o deslizamento das fezes.
Exemplo:Nujol; Purol; Laxol; Agarol etc.
3) Agentes osmóticos - "puxam" a água do sangue para as fezes facilitando sua eliminação. Como incovenientes estão o risco de flatulência e distensão abdominal .
Exemplos: Farlac; Lactulona; Leite de Magnésia de Phillips.

4) Laxantes - saõ substâncias que induzem a um baixo grau de inflamação intestinal o que estimula a sua motilidade. Geralmente causam cólicas abdominais.
Exemplos: Cáscara Sagrada; Sene; Tamarine; Tamaril: Dulcolax; Guttalax; Humectol; Lacto-purga, Naturetti
etc.

5) Enemas e supositórios - não devem ser usados de rotina.


Pois é, nem só de pão vive o homem. Dieta equilibrada e hábitos saudáveis são fundamentais para um bom funcionamento do intestino, refletindo no organismo como um todo, resultando numa melhor qualidade de vida.

sábado, 18 de abril de 2009

Infecção do trato urinário

A infecção do trato urinário é a doença bacteriana mais comum nas mulheres.
Sabe aquela sensação de ardor ao urinar; desconforto em baixo ventre; cólica e aumento da frequência de micções ? Pode ser a manifestação desta infecção.
Esta doença pode evoluir para o comprometimento da bexiga e dos rins. Neste último caso, é acompanhada de febre, calafrios e dor lombar.
Sobre o surgimento desta patologia sabemos que o fator decisivo depende da interação entre os fatores de defesa do hospedeiro e a bactéria causadora desta doença. As mulheres, por terem o canal da urina mais curto, são mais predispostas a colonização bacteriana. E a maioria das bacterias responsáveis pelo desenvolvimento destas infecções fazem parte da flora perineal normal.
A Escheria coli é o agente patogênico mais comum. Outros: Enterobacter; Enterococcus; Proteus e Kleibsiella.
Aqui estão os principais fatores de risco:
1- Atividade Sexual: maior risco durante as 48 horas após o intercurso sexual.
2-Novo parceiro sexual no último ano.
3- Infecção urinária anterior.
3- Gestação: na gravidez ocorrem algumas alterações no aparelho urinário que predispõem a infecção urinária. É a infecção mais comum na gestante.
4- Idade: quanto maior a idade, maiores as chances de contrair infecção urinária. Isto ocorre devido a deficiência de estrogênio nas mulheres.
5-Diabetes
6-Corrimentos (vaginose bacteriana)
7-Uso rotineiro de antibióticos
Exames: urinaI ; urocultura.
Tratamento :A escolha do antibiótico, a dose e a duração do tratamento dependem do sítio da infecção e da presença ou ausência de fatores complicadores.


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Tudo sobre os miomas uterinos


Os miomas ou leiomiomas são os tumores mais comuns do trato reprodutor feminino.
Sobre o surgimento desta doença, nem tudo está esclarecido.Trata-se de uma doença das mulheres em idade fértil sendo dependente da produção de estrogênios.
Estes tumores acometem o tecido muscular do útero . De acordo com sua localização são denominados: subserosos ( camada mais externa); intramural ( parede muscular) ou submucoso (cavidade uterina).

Estes miomas podem sofrer degenerações carcinomatosas que felizmente são muito raras e também, degenerações: gordurosa; calcificações ; hemorrágica etc.
O mioma cresce com o estímulo de estrogênio. Assim, mulheres obesas ou que nunca engravidaram por terem maior estímulo estrogenico tem maior chance de desenvolver miomatose. Já na menopausa com a falência ovariana, há declinio da produção dos estrogenios e consequentemente, diminuição ou desaparecimento do mioma.

Esta doença também apresenta um componente hereditário.

Quanto ao quadro clínico predomina:
-fluxo menstrual excessivo
-cólicas
-dor ou sensação de pressão pélvica
-aumento do volume abdominal
-abortamento
-dependendo do tamanho do mioma, ele pode comprimir a bexiga provocando dificuldades para urinar.
-infertilidade: se o mioma obstruir as trompas ou alterar o local de implantação do embrião.

Exames recomendados:
- Hemograma
-Ultra som transvaginal ou pélvico
-Ressonância magnética

A conduta terapêutica deve levar em conta:
- a idade da paciente;
-tipo e localização do mioma;
-intensidade dos sintomas;
-desejo de gestação

Tratamento clínico
Pode ser conservador, através do acompanhamento do mioma, neste caso só é possível se o mioma e pequeno e assintomático.
O medicamento mais eficaz para reduzir o tamanho do mioma é o análogo do GnRH ( Zoladex). Este medicamento provoca uma menopausa química e são vários os efeitos colaterais, os mais comuns são: fogachos ; secura; palpitações e queda de cabelo. Este medicamento tem resultado no máximo tingido em 12 semanas. Não é recomendado seu uso além de3 meses.
Também é comum o tratamento com anticoncepcionais orais contendo estrogênio e progesterona, ou progestágenos , o intuito é evitar o aumento do mioma e controlar o sangramento.
Pode ser também usado o DIU com progestageno.

Tramanto cirurgico
Aqui vou apenas citar os principais tratamentos através de cirurgia aberta:
-Miomectomia: principalmente quando a paciente deseja engravidar.
-Histerectomia total ( todo o útero é retirado)
-Histerectomia subtotal ( o corpo uterino é retirado mas, permanece o colo uterino)
No entanto, existem outras tecnicas como a videolaparoscopia e a embolização de artérias uterinas.



A seguir alguns cuidados pré e pós operatórios.

terça-feira, 31 de março de 2009

Cuidados pré e pós operatório


Antes de realizar qualquer procedimento cirúrgico é fundamental que você tenha conhecimento do diagnóstico e dos tratamentos disponíveis. Deve saber sobre sua reabilitação, e também, quais as complicações cirurgicas podem ocorrer.
No caso das cirurgias para miomatose uterina via abdominal, algumas explicações que podem ser úteis.
Em primeiro lugar, a histerectomia consiste na retirada do útero com ou sem o colo. Isto supõe a impossibilidade de ter filhos , assim como a ausência de menstruação. já a miomectomia, consiste na retirada do mioma preservando o útero ou seja, mantendo a possibilidade de gestação. A peça extirpada será submetida a estudo anatomopatológico.
De preferência, a incisão é realizada sobre a cicatriz anterior, se for possível ou, caso não tenha cicatriz, na região do baixo ventre.
Esta cirurgia necessita de anestesia ( geralmente, a raquianestesia) Este procedimento é avaliado pelo serviço de anestesia.
As complicações da intervenção cirúrgica podem ser:
Hemorragias - com a possível necessidade de transfusão sanguinea.
Infecções com a possibilidade de evolução febril.
Lesões de bexiga, uretra ou intestino.
Retenção urinária.
Fístulas.

Além de uma boa avaliação pré operatória pela equipe, é importante a realização de alguns exames de acordo com a idade da paciente e a existência de outras comorbidades. Por exemplo: hemograma, coagulograma, glicemia de jejum, eletrólitos, urina I e ECG.
O jejum deve ser realizadoem torno de 8 a 12 h antes da cirurgia.
Anticoncepcionais orais e medicamentos utilizados para reposição hormonal devem ser suspensos 30 dias antes da cirurgia. Antiinflamatórios também não devem ser utilizados nos 10 dias antecedentes a cirurgia.
A tricotomia deve ser realizada de preferência, no máximo, 2 horas antes da cirurgia.

Dentre os sintomas pós operatórios, podem ocorrer: vômitos, diarréia, distensão abdominal, constipação intestinal, dor abdominal, inchaço e coceira pelo corpo.
A dor pós operatória tem relação ao trauma orgânico e as variáveis psicológicas, tais como, o grau de ansiedade de cada um. Existem analgésicos potentes para o controle da dor.

Em geral, a resposta do organismo a cirurgia é catabólica tendo como objetivo mobilizar substratos com fins energéticos e de reparação tecidual.

Em relação aos curativos, é fundamental lavar a ferida operatória com água e sabão, mantendo-a limpa e seca.

Pode ser usado aerosóis tópicos que contenham anestésico, antipruriginoso e antibacteriano 4x ao dia durante 7 dias, em média.

É recomendado deambulação precoce, cerca de 24h após a operação.E também uso de meias elásticas, principalmente se existir o risco de trombose.

Retirar os pontos em média 7 a 10 dias após a cirurgia.
Esclareça todas as suas dúvidas, pergunte sempre ao seu médico antes de optar pelo tratamento cirurgico.